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# Como criar um túnel VPN site-to-site

Uma VPN site-to-site conecta duas redes privadas através da Internet como se estivessem na mesma rede local, com o tráfego encriptado de extremo a extremo.

Neste tutorial, crias o túnel completo entre duas **VPC** hospedadas em Plenit, configurando os **duas** extremidades.

> #### 👍 O que obténs
>
> Um túnel IPsec operacional entre duas VPC, com uma extremidade como conexão passiva e a outra como ativa, comunicando as suas sub-redes de forma segura.

### Como funciona o túnel

O túnel tem duas extremidades. Uma é configurada como **conexão passiva** (aguarda que a outra inicie a negociação) e a outra como **conexão ativa** (inicia-a). Ambas partilham uma **chave IPsec** que as autentica. A regra de ouro é a simetria: o que numa extremidade é "remoto", na outra é "local".

| Campo            | Extremidade 1 (ext1) | Extremidade 2 (ext2)     |
| ---------------- | -------------------- | ------------------------ |
| VPC e rede local | VPC1 / TIER1         | VPC2 / TIER2             |
| Gateway remoto   | IP da VPC2           | IP da VPC1               |
| Rede remota      | Sub-rede de TIER2    | Sub-rede de TIER1        |
| Função           | Conexão passiva      | Conexão ativa            |
| Chave IPsec      | É gerada ao criar    | É introduzida a guardada |

> #### ❗️ Guarda a chave IPsec da primeira extremidade
>
> Ao criar a primeira extremidade, a plataforma gera a chave IPsec. Copia-a e guarda-a: vais precisar dela tal como está ao configurar a segunda extremidade, e é o que autentica o túnel.

### Cenários

| Cenário                                        | O que configuras em Plenit                            |
| ---------------------------------------------- | ----------------------------------------------------- |
| VPC1 e VPC2, ambas em Plenit                   | As duas extremidades (processo duplo)                 |
| VPC1 em Plenit, VPC2 noutro fornecedor cloud   | Só ext1; o outro lado, com a ferramenta do fornecedor |
| VPC1 em Plenit, um router na outra extremidade | Só ext1; o outro lado, no router                      |

Este tutorial cobre o primeiro cenário, com as duas VPC em Plenit.

### Antes de começar

* Ter uma subscrição de **Servidores** ativa.
* Ter criadas as duas **VPC** com os seus TIERs. Se te faltar, cria-as primeiro:[ Como criar uma VPC e associar um TIER.](/docs-pt/productos/servers/how-to/how-to-create-a-vpc-and-associate-a-tier.md)
* Localizar os gateways e as sub-redes em **Redes/IP → Redes VPC**: precisas deles durante a configuração.

***

### Primeira extremidade (ext1 → ext2)

#### Passo 1. Acede à Subscrição de Servidores

Entra na subscrição de **Servidores** a partir do seu card.

{/\* 📸 CAPTURA 1 · card da subscrição de Servidores \*/}

![Acesso à subscrição de Servidores](https://REEMPLAZA-URL/servidores-howto-vpn-01.png)

#### Passo 2. Inicia a criação do túnel

No menu lateral, abre **VPN** e clica **Criar túnel Site-to-Site**.

{/\* 📸 CAPTURA 2 · subseção VPN com o botão Criar túnel Site-to-Site \*/}

![Subseção VPN com a opção de criar túnel site-to-site](https://REEMPLAZA-URL/servidores-howto-vpn-02.png)

#### Passo 3. Dá um nome à VPN e configura a rede remota

1. Atribui um **nome** a esta ligação, por exemplo `VPN1`.
2. Em **Gateway**, introduz o IP do gateway remoto do ext2 (a **IP da VPC2**).
3. Em **Rede Remota**, indica a sub-rede do **TIER2**.

{/\* 📸 CAPTURA 3 · campos Nome, Gateway e Rede Remota \*/}

![Configuração do nome e da rede remota da primeira extremidade](https://REEMPLAZA-URL/servidores-howto-vpn-03.png)

#### Passo 4. Configura o túnel

Os valores predefinidos servem para este cenário; mantém-nos, salvo se a tua política de rede exigir outros.

> #### 📘 Sobre os parâmetros do túnel
>
> A negociação suporta IKEv1, IKEv2 ou modo automático.&#x20;
>
> Se ligares várias redes remotas, é criada uma associação por cada rede (split tunneling).&#x20;
>
> Um mesmo gateway suporta até dez túneis VPN.

#### Passo 5. Configura a rede local e cria a extremidade

1. Escolhe a **VPC associada à rede local** (`VPC1`) e a **rede local** (`TIER1`).
2. Marca esta extremidade como **conexão passiva**.
3. Cria esta primeira parte da VPN.

Ao ser criada, a plataforma mostra a **chave IPsec**. Guarda-a: vais usá-la na segunda extremidade.

{/\* 📸 CAPTURA 4 · rede local com conexão passiva assinalada e a chave IPsec gerada \*/}

![Configuração da rede local como conexão passiva e a chave IPsec](https://REEMPLAZA-URL/servidores-howto-vpn-04.png)

***

### Segunda extremidade (ext2 → ext1)

#### Passo 6. Cria uma nova VPN

Na subseção **VPN**, clica em **Nova VPN Site-to-Site** para configurar o caminho inverso.

#### Passo 7. Dá um nome à segunda VPN e configura a rede remota

1. Dá um nome a esta ligação, por exemplo `VPN2`.
2. Em **Gateway**, introduz o IP do gateway remoto do ext1 (a **IP da VPC1**).
3. Em **Rede Remota**, indica a sub-rede do **TIER1**.

{/\* 📸 CAPTURA 5 · campos da segunda extremidade, invertidos em relação à primeira \*/}

![Configuração do nome e da rede remota da segunda extremidade](https://REEMPLAZA-URL/servidores-howto-vpn-05.png)

#### Passo 8. Configura o túnel da segunda extremidade

Mantém os valores predefinidos, tal como no Passo 4. A diferença é que aqui **introduzes a chave IPsec** que guardaste ao criar a primeira extremidade.

#### Passo 9. Configura a rede local e cria a VPN

1. Escolhe a **VPC associada à rede local** (`VPC2`) e a **rede local** (`TIER2`).
2. Deixa **sem marcar** a conexão passiva, para que esta extremidade fique como **conexão ativa**.
3. Clica **Criar VPN**.

Com isto, o túnel entre as duas extremidades fica criado.

{/\* 📸 CAPTURA 6 · rede local da segunda extremidade como conexão ativa e o túnel criado \*/}

![Configuração da segunda extremidade como conexão ativa](https://REEMPLAZA-URL/servidores-howto-vpn-06.png)

### Verifica o túnel

No painel, na subseção **VPN**, confirma que existem as **duas** ligações, uma a partir de ext1 e outra a partir de ext2, e que uma aparece como **passiva** e a outra como **ativa**.

A prova real é que o tráfego passe. A partir de um servidor de TIER1, faz `ping` a um servidor de TIER2 (e vice-versa). Lembra-te de que no Windows tens de permitir o ICMP de entrada no destino.

```bash
ping <IP-DE-UM-SERVIDOR-NO-OUTRO-EXTREMO>
```

Verifica que a rota para a sub-rede remota sai pelo túnel. No Linux:

```bash
ip route
traceroute <IP-REMOTA>
```

No Windows, a partir do PowerShell:

```powershell
route print
tracert <IP-REMOTA>
```

### Se algo não encaixa

| Sintoma                                       | Causa provável                                       | O que fazer                                                       |
| --------------------------------------------- | ---------------------------------------------------- | ----------------------------------------------------------------- |
| O túnel não sobe                              | A chave IPsec não coincide em ambas as extremidades  | Volta a introduzir em ext2 a chave gerada em ext1                 |
| As duas extremidades não negociam             | Ambas ficaram passivas ou ambas ativas               | Deixa uma passiva e a outra ativa                                 |
| Não passa tráfego embora o túnel esteja ativo | Rede remota e local invertidas em alguma extremidade | Revê a tabela de simetria: o remoto de um lado é o local do outro |
| O ping falha só contra Windows                | O firewall bloqueia ICMP de entrada                  | Permite ICMPv4 no servidor de destino                             |

### Conclusão

Com as duas extremidades bem configuradas, tens uma VPN site-to-site operacional que comunica as duas VPC de forma encriptada pela Internet.&#x20;

Todo o procedimento assenta em duas ideias: a simetria (o remoto de um lado é o local do outro) e a chave IPsec partilhada.&#x20;

Se as duas batem certo, o túnel sobe; se algo não flui, quase sempre é uma dessas duas.


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```
GET https://docs.plenit.com/docs-pt/productos/servers-1/how-to/how-to-create-a-site-to-site-vpn-tunnel.md?ask=<question>&goal=<endgoal>
```

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`goal` is optional and describes the broader end goal you are ultimately trying to accomplish on behalf of the user. GitBook uses it to tailor the answer towards what is most useful for that goal.

The response will contain a direct answer to the question and relevant excerpts and sources from the documentation.

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