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Como migrar um FortiGate de on-premise para a cloud

Migrar um FortiGate de on-premise ou de outra cloud para a Plenit não tem de ser um projeto complexo.

Se tens a licença ativa e a configuração exportada, o processo reduz-se a implementar um novo FortiGate na plataforma e restaurar por cima a tua configuração.

👍 O que consegues

O teu firewall na Plenit com as mesmas políticas, rotas e VPNs que já usavas, pronto para operar a partir da Cloud.

O que precisas antes de começar

  • Licença ativa do FortiGate: confirma que pode ser transferida ou ativada na nova instância virtual.

  • Acesso administrativo ao FortiGate de origem (GUI ou CLI) para exportar a configuração.

  • Versão de firmware: o ideal é que o FortiOS de destino na Plenit seja igual ou superior ao do equipamento de origem.

  • Um inventário de interfaces, rotas, NATs, VPNs, objetos de Rede e certificados, para verificar depois que tudo foi migrado.

Passo 1. Exporta a configuração do FortiGate de origem

1.1 A partir da GUI

Na administração web do FortiGate, entra em Configuration → Cópia de segurança/Exportar, exporta a configuração completa (ou de cada VDOM se aplicável) e guarda o ficheiro .conf ou .yaml.

{/* 📸 CAPTURA 1 · FortiGate de origem · menu Cópia de segurança/Exportar e formatos .conf/.yaml */}

Exportação da configuração a partir da GUI do FortiGate de origem

1.2 Desde a CLI

Se preferires a consola, o equivalente é:

Isto guarda a configuração completa num Ficheiro que depois descarregas.

Passo 2. Implante um FortiGate no Plenit

Crie uma nova instância seguindo Como implementar um FortiGate VNF no Plenit: nome, região e zona, recursos, imagem FortiGate do Marketplace e Rede (IP Direta para gestão + L2 para a rede interna).

📘 Dimensiona para produção

Para uma migração com a configuração completa, dimensiona com folga (por exemplo 4 vCPU e 8 GB de RAM). Tem em conta que o Disco principal do VNF vem fixo em 2 GB pelo fabricante: o espaço adicional de que necessites é adicionado como Disco adicional.

{/* 📸 CAPTURA 2 · implantação do FortiGate na Plenit (recursos/imagem/Rede) */}

Implantação do novo FortiGate na Plenit

Passo 3. Migra a licença

O novo FortiGate precisa de uma licença ativa para operar com todas as suas funções:

  • Se a tua licença for do tipo virtual (VM), ativa-a no novo servidor.

  • Se estava associada a hardware, contacta a Fortinet para transferi-la.

A opção Full dá-te acesso a todas as funcionalidades; a versão de teste requer uma conta no FortiCare e só pode ser associada a um único equipamento.

{/* 📸 CAPTURA 3 · seleção da licença (Full / trial) */}

Seleção da licença do FortiGate

Passo 4. Importa a configuração

Com o FortiGate da Plenit já operacional:

  1. Acede à sua GUI (por exemplo, https://IP:8443).

  2. Vai para Restaurar / Importar Configuração.

  3. Carrega o Ficheiro .conf (ou .yaml) que exportaste.

  4. Aplica e reinicia.

❗️ O reinício é obrigatório

A configuração não fica aplicada até reiniciares o equipamento. A Palavra-passe do Ficheiro é opcional: se exportaste sem Palavra-passe, deixa esse campo vazio.

{/* 📸 CAPTURA 4 · ecrã Restore/Import com o Ficheiro carregado */}

Importação da configuração no FortiGate da Plenit

🚧 Revê que as interfaces coincidem

Compara as interfaces do ficheiro de origem com as da nova instância. Se diferirem (por exemplo, no nome das portas), ajusta-as manualmente antes de considerar a migração válida.

Passo 5. Verifica o funcionamento

Confirma que as VPNs estão ativas, que as políticas de firewall e NAT se comportam como no original, e que a Rede interna tem conectividade em ambos os sentidos. Revê os registos e alertas, e valida que a administração por HTTPS e SSH responde nas portas configuradas.

A partir do terminal, confirma que a administração responde:

E a partir da CLI do próprio FortiGate, revê VPNs e rotas:

Passo 6. Ajustes finais

  • Certificados: importa os que usarias para VPN ou administração segura.

  • Backups: agenda cópias automáticas da configuração para não perder alterações futuras.

  • Segurança: limita o acesso de administração por IP, altera as portas predefinidas e revê os utilizadores.

  • Monitorização: ativa o SNMP (se não o fizeste na implementação) para ter métricas no painel da Plenit.

Conclusão

Migrar um FortiGate para a Plenit é um processo direto quando preparas bem duas coisas: a licença e a configuração exportada. Com isso, em poucos passos tens na Cloud o mesmo firewall que já operavas, com as suas políticas, rotas e VPNs intactas, e ganhas a Escalabilidade e a visibilidade da plataforma.

O ponto em que convém não apressar é a verificação das interfaces: se os nomes das portas mudarem entre origem e destino, esse ajuste manual é o que separa uma migração que funciona de uma que parece migrada mas não encaminha.

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